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Alessandra Scatena, que sempre se considerou uma mulher forte, se permitiu acessar as próprias fragilidades após perder o marido Rogério Gherbali, em julho de 2020 por complicações da Covid-19. A apresentadora, que faria 25 anos de casada neste ano, encontrou na fé e na terapia a força e resiliência para seguir adiante.

“Sempre fui uma mulher muito forte, mas nessa fase vi a minha fragilidade. Foi uma dor dilacerante, que doía até fisicamente. Faz pouco tempo que deixei de sentir essa dor. Sou cristã, mas quando tudo aconteceu, da internação do Rô na UTI à minha internação e das crianças com Covid, me apeguei ainda mais a Deus. Confesso que tive muitas discussões com Deus. Queria entender o porquê de tudo. Aprendi a ter a coragem de me entregar totalmente a Deus e não só da boca para fora. O ‘seja feita a Tua vontade’ hoje faz parte realmente da minha vida. Também passei a me tratar, assim como os meninos, com um psicólogo e psiquiatra. Confesso que tinha uma certa resistência, mas me ajudou muito”, conta.

Assumir sozinha a criação dos filhos, Enrico, de 18 anos, e Estéfano, de 11 anos, foi algo desafiador, apesar de Alessandra ter contado com uma rede de apoio no começo.

“Logo depois da morte do Rô, fiquei quase dois meses de cama com três hérnias de disco, consequências da Covid. Pensei que fosse morrer também. Tenho muita gratidão aos anjos em forma de amigos, familiares e até de pessoas que nem conhecia, que me ajudaram nesse processo tão difícil. Eles estavam ali levando comida para mim e para os meninos, me levando ao médico, dando apoio por mensagens e orações”, relembra.

Como mãe sola, a apresentadora diz que não há assunto proibido entre elas e os filhos. Alessandra também elogia o papel do primogênito, que conversa muito com o caçula.

“Não é fácil assumir tudo e sozinha. Eu estava com o Rô desde os meus 16 anos. Confesso que ainda não aprendi totalmente. Ele me faz muita falta. Éramos muito unidos. Decidíamos juntos sobre a educação dos meninos. Mas posso dizer com muito orgulho que o Enrico foi muito bem preparado pelo pai. Ele é um menino de ouro: responsável, sem vícios, temente a Deus. É um filho maravilhoso. Já o Teté é o meu grude. É outro menino de ouro, além de inteligente e carinhoso. Converso sobre tudo com ele e o Enrico também faz isso, como irmão mais velho. E eu assumi o papel do Rô, por exemplo, na hora de levá-los aos jogos do Palmeiras. O caçula ainda sofre com a ausência do pai, pois o Rô era um superpai, mas tenho fé que ele conseguirá superar. Aliás, todos nós com o tempo”, diz.

Viúva há mais de dois anos, Alessandra não consegue se ver em um novo relacionamento. Ela conta que ainda usa a aliança de casamento. “Não me sinto preparada para um novo amor. Nem penso nisso. Me sinto casada ainda. Não tirei nem a minha aliança. Meus pensamentos estão nos meus filhos e um pouco em mim”, explica.

Alessandra, que com tudo isso aprendeu a valorizar ainda mais o agora, tem encontrado no trabalho como apresentadora e em seu canal do YouTube sobre saúde uma motivação a mais. Ela afirma que ainda sente a mesma paixão pela TV que sentia quando começou sua carreia ainda na adolescência como assistente de palco de Gugu Liberato.

“Com tudo que passei, vivo o hoje. Não faço planos a longo prazo. Quero curtir os meus filhos, a minha família e os meus amigos. Profissionalmente, amo que faço. Digo que quando comecei a trabalhar com o Gugu, um bichinho me picou, me sinto feliz quando estou à frente das câmeras. E é isso que quero continuar a fazer. A não ser que Deus tenha outros planos para mim”.

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