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DA FOLHAPRESS

Cauã Reymond, 41, falou sobre a conturbada relação com os pais, a astróloga Denise Reymond, que morreu vítima de um câncer em 2019, e o psicólogo José Marques.

“O ambiente da minha casa era muito violento. Minha mãe já quebrou vassoura e duas raquetes em mim! Eu era um menino rebelde. Tinha muita energia e faltava um pulso masculino. Via o meu pai só duas vezes por ano”, relembrou.

O ator contou que a família da mãe era muito pobre, já a do pai era classe média. “Os meus avós paternos foram incríveis: pagavam os meus estudos e faziam mercado. Iam até [Nova] Friburgo (RJ) e levavam tudo para nos ajudar”, disse Cauã em entrevista à revista Ela, do jornal O Globo.

“Minha mãe não foi carinhosa e meu pai foi ausente, apesar de ter ido morar com ele. Não guardo rancor e abraço toda a minha história. Quando era mais novo, eu não abraçava”, refletiu o ator, afirmando que Marques foi bastante rigoroso. “Ele era psicólogo, mas em casa não tinha nada de psicologia! Tinha nome na comida na geladeira! Acho que comia tanto que ele precisava demarcar os territórios”, comentou, aos risos.

Cauã pontuou que desde muito jovem ajudava a sustentar a família, mas que se a mãe dele ainda estivesse viva não poderia falar isso publicamente. “Ela era muito difícil. Uma vez, ligou para o editor de um jornal e inventou uma história. Os fofoqueiros tentavam falar com ela. Ela me ameaçava, fazia chantagem… Não foi fácil mesmo. Outra vez, comentei que ia a um programa e ela disse que ia também. Tentou bancar a mãe de miss, sabe?”, recordou o ator.

Pai de Sofia, 9, da união com a atriz Grazi Massafera, 39, Cauã procura ser presente e priorizar o tempo com a menina. “Tenho guarda compartilhada, de segunda a segunda, uma semana. Poder dar o meu melhor como pai é mais do que quebrar um padrão da minha família, é uma questão de sobrevivência. Eu tenho esse compromisso”.

Atualmente, o ator protagoniza a novela “Um Lugar ao Sol” (Globo), na pele dos gêmeos Cristian e Renato. A trama é a primeira inédita do horário das 21h após o início da pandemia da Covid-19 e marca a volta de Cauã aos folhetins. O último papel dele em novelas foi em “A Regra do Jogo” (2015, Globo).

“Esse é sem dúvida o trabalho mais difícil que já tive em complexidade”, afirmou o ator em conversa com a imprensa no início de novembro. “O Maurício [Farias, o diretor] e a Lícia [Manzo, autora] me prepararam com reportagens, filmes, a gente fez leituras. Era meu desejo entregar um trabalho assim depois de tanto tempo longe das novelas, foram quase seis anos.”

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